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Evangelhos 2005 Comentados

de Firmamento Editora

em 16 Jun 2006

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Rezando esta passagem do evangelho de João, procuremos identificar seriamente as nossas doenças. Teremos consciência daquela que hoje nos oprime? Das suas causas?
Apesar de Lázaro ser a personagem central desta leitura, ele está ausente. Em seu redor movimentam-se as suas duas irmãs e o Senhor Jesus; elas numa grande azáfama e Ele com a paz interior que Lhe conhecemos e tanto admiramos.
A construção formal deste primeiro parágrafo do evangelho de João tem o sabor de uma dança, de um poema amoroso, no qual as relações de parentesco e de amizade são exaltadas. Uma delicadeza subtil perpassa nos gestos dos intervenientes.
Maria tinha já ungido os pés do Senhor Jesus com perfume, enxugando-os depois com os seus cabelos. A narrativa foi, portanto, precedida de um ritual de purificação que, naturalmente, reforçou a qualidade da relação.
As nossas relações também começam, quase sempre, pontuadas por rituais de purificação recíprocos. Mas depois, o que sucede? Será que alimentamos regularmente as nossas relações amorosas, sociais, profissionais...? E seremos capazes de quotidianamente nos relacionarmos com o Senhor a partir do lugar poeirento e banal em que nos encontramos? Quando somos confrontados com situações que nos desagradam, onde colocamos o Senhor? Ausentamo-lo temporariamente das nossas vidas?
Quando o diálogo com Deus é efectivo, sabemos que o fardo que transportamos torna-se mais leve, porque Ele o transporta connosco, aliviando o peso omnipresente do nosso ego. Quando agimos em seu nome, um sorriso interior aflora-nos ao espírito, mesmo que não saibamos exactamente onde o Senhor nos conduz.
“Ouvindo isto Jesus disse: Esta doença não é de morte, mas sim para a glória de Deus, manifestando-se por ela a glória do filho de Deus.”
Podemos então inferir que existem doenças de morte e doenças das quais resulta uma vida nova. Ou seja, nem sempre o que nos parece ser um mal, é-o de facto. Qual é, então, a diferença entre as doenças malignas e as que são benignas? A diferença está, em parte, na atitude que adoptamos perante elas. Mas, sobretudo, uma doença torna-se maligna quando não permitimos que o Senhor manifeste, através das nossas fragilidades, a “glória do filho de Deus”. Uma relação amorosa com o Senhor – e, por via dele, com qualquer outro indivíduo – é de tal modo transformadora que todo o mal aparente é transmutado em bem evidente.
Identifiquemos em nós as doenças que são de morte e aquelas em que se manifesta a glória de Deus. Existirão realmente doenças de morte, ou somos nós que nos mortificamos? Teremos consciência de que todas as nossas contrariedades são passíveis – pela fé em Jesus Cristo, que venceu a morte – de se transformarem em instantes de manifestação da glória de Deus?
A morte alastra em nós na proporção do nosso egoísmo, vaidade e apego ao supérfluo, mas, em si mesma, ela apenas denota o nosso fraco empenho em promover gestos que geram vida. A morte é ‘falta’ de vida, não tem substância própria.
Pelo facto de errarmos e pagarmos caro pelos nossos erros, aceitaremos não participar desde já no Reino de Deus? - “Que a nossa alma seja invadida por uma sagrada ambição de não nos contentarmos com as coisas medíocres”, afirmou Pico della Mirandola. Quais são as nossas prioridades? É este mundo com os seus enganos ou o Reino? Na medida em que respondermos interiormente a estas questões, receberemos força e paz suficientes para avançarmos confiantes por entre as brumas deste mundo, conduzidos pela mão do Senhor.
A confiança que o Senhor Jesus tinha no Pai era tão grande que mesmo sabendo que a cura de Lázaro podia implicar a sua morte, decidiu regressar à Judeia. Que grande paradoxo! Em nome de um projecto de Vida para Lázaro, o Senhor Jesus caminhava para a sua própria ‘ruína’. Ele estava consciente do perigo que corria. Mas em nenhum momento exprime as suas apreensões.
“Jesus respondeu: Não tem doze horas o dia? Se alguém anda de dia, não tropeça, porque tem a luz deste mundo.
  (... continua) 
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