Homepage
Spiritus Site
Início A Fundação Contactos Mapa do Site
Introdução
Sagrados
Sugestões de Leitura
Especiais
Agenda
Notícias
Loja
Directório
Pesquisa
Marco Histórico §
Guia de Sânscrito
NEW: English Texts
Religião e Filosofia
Saúde
Literatura Espiritual
Meditação
Arte
Vários temas
Mosteiro Budista
pág. 2 de 2
Evangelhos Comentados 2005 Comentados

de Firmamento Editora

em 05 Abr 2007

  (...anterior) O lado racional do homem ainda hoje se sobrepõe à sua sensibilidade intuitiva, mas só quando existe o equilíbrio, quando se consegue harmonizar estas duas estruturas, é que sobressai a inteligência criativa e a percepção espiritual, que em seres de adiantada evolução leva ao conhecimento concreto, inteligente e directo de Deus. Na realidade, se o homem não se interioriza, nem silencia a mente nem o coração, não ouve Deus. Concluímos assim, que por um lado, a enfermidade pode ser um meio de purificação.

Um ser superior, um Messias, quando encarna (como é o caso de Jesus) obedece a um plano de evolução, está inserido numa congregação de entidades (não foram só os Apóstolos) que são escolhidos para o acompanharem, quer seja por Karma (Destino), quer seja por Dharma (Dever), assegurando os acontecimentos que irão contribuir para o avanço da Consciência Colectiva.
Assim, parece que nada é por acaso, e a razão pela qual o cego era cego, pode ser ainda vista:

1º- Por expiação de karma (acção de erros de vidas passadas) e a necessária aprendizagem. Segundo a tradição do Oriente, as doenças ao nascer, resultam da colheita kármica, as acções do passado. Por esta razão, é-lhe permitido reencarnar com outros seres da mesma corrente kármica, numa época propícia, pois enquanto cego, e pelo sofrimento de tal condição, purificou-se até que, pela maturação, se despojou de energias bloqueadoras do seu passado e chegou ao final da “lição”, sendo então Jesus, a autoridade espiritual, a dar-lhe a libertação da enfermidade física. Só um ser com esta autoridade pode interferir no karma de outrem e operar com a Sua Presença, uma transmutação energética capaz de regenerar células anteriormente debilitadas.

2º. O cego podia fazer parte dessa “congregação” de seres, já falada anteriormente, que tinham por Dharma acompanhar Jesus na missão de impulsionar a evolução Colectiva de Consciência, aceitando a cegueira, não só como um modo de rápida evolução, como também para permitir, pela ligação espiritual que tinha com Ele, que se operasse a cura; como um ”sacrificado” da missão de Jesus, e, assim testemunhar para a posteridade o poder da filiação divina de quem curava em nome de Deus. Quando Jesus lhe pergunta: Tu crês no Filho do Homem? Ele respondeu: “Quem é Ele Senhor para que nele creia?” Resposta de grande humildade e de crença onde não rejeita nem Jesus nem algo superior a ele.

Na realidade, Jesus chega a identificar-se e a assumir-se como o Cristo, o Ungido, em algumas passagens dos evangelhos, e um Ungido é sempre um Ser que obedece à ordem divina e todo aquele que está em comunhão com Deus, ou na Unidade Divina, é um Filho de Deus.
`Os que são cegos e “vêem”- o exemplo é de facto, este cego, que acreditou na autoridade espiritual de Jesus sem o ver e submeteu-se pela fé; a sua alma aceitou a vontade superior criando então as condições para a cura.
Os que vêem e são ”cegos” são aqueles seres que, envolvidos nos sentidos egoístas de posse, se comprazem nos desejos, que vêem como a única realidade, a qual, tal como encontramos no saber da Índia, é a grande força motivadora da ilusão da vida, a Māyā. Jesus também elucida por palavras directas e simples o quanto a ilusão ofusca a realidade.

Naquele tempo havia também a convicção de que a enfermidade era consequência de pecados, de possessão demoníaca ou de castigo divino – a contrição, o arrependimento, a auto-purificação eram requisitos para a cura; ou então, alguém com capacidades mágicas, um Taumaturgo, um Terapeuta, que pela transmissão de energia, imposição das mãos, curava esses males. A cura acaba por ser um tratamento que assenta no coração, onde a energia do curador exerce atracção, como se fosse por meio de um imã, e fortalece a corrente nervosa do sofredor.

A cura neste contexto de “milagre” instantâneo só pode acontecer com um ser de elevada estatura espiritual que exerça a sua influência magnética sobre outrem. Neste caso, a cura não implica uma técnica, é um estado de Consciência superior, onde a pureza e o poder espiritual permitem a irradiação do amor e de energias que flúem como luz. As células, os átomos, quando se encontram em estado de pureza pela sublimação humana, são partículas luminosas que escapam - caso do magnetismo da aura - e se propagam a largos metros em redor do corpo físico e beneficiam o espaço circundante, e portanto, outros seres que se aproximem. A aura repleta de luz é uma corrente sensível de percepção que permite conhecer (captar) forças que estão em redor; são capacidades que fazem parte da sabedoria de um ser muito evoluído espiritualmente, tal como Jesus.
Investigadora e escritora na área de Religiões e filosofias comparadas.
   
topo
questões ao autor sugerir imprimir pesquisa
 
 
Flor de Lótus
Copyright © 2004-2018, Fundação Maitreya ® Todos os direitos reservados.
Consulte os Termos de Utilização do Spiritus Site ®