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Cristo nascendo...
de Maria
em 09 Dez 2012
No entanto, será sempre mais fácil o entendimento para o comum dos seres haver uma doutrina, tal como aconteceu com os seguidores de Jesus e de Buda, que compilaram os ensinamentos que estes seres legaram através da palavra, deixando-os em sistemas que se designam por religiões. Não será necessário, porém, seguir-se uma doutrina para viver em si mesmo o amor e a serenidade mental no caminho da iluminação – está à disposição de todos os seres. Na verdade, entre estes dois seres, não há grandes distinções, pois ambos pregaram o amor, o aperfeiçoamento e o domínio tanto da palavra como da acção, bem como o respeito pelo próximo.
“Amareis o vosso próximo como a vós mesmos”.
Poucos são aqueles que têm pegado nos ensinamentos directos de Jesus, porém, foi a sua palavra, ecoando ainda hoje, que mais marcou a sua passagem pela Terra. A igreja, instituída por homens com diversas personalidades e caracteres, já bem longe da sua presença, estabeleceu o cristianismo mais baseado na sua linhagem, morte e ressurreição, perdendo assim, o real sentido do ensinamento de Jesus de levar os crentes a um aperfeiçoamento interior e, aí sim, encontrar o Cristo em si mesmo, para glória de cada um. Na realidade, a verdadeira ressurreição é antes da morte.
A máxima cristã dirigida ao comum dos crentes era que tivessem uma vida piedosa para combater o pecado, senão teriam como certo o inferno e, nisto, consta um apelo ao sofrimento para resgatar a falta de virtudes. O sofrimento está muito presente no cristianismo numa evocação à morte de Jesus na cruz – contudo, esse seu sacrifício foi um abraço amoroso à humanidade pela convicção de que iria contribuir para que os homens se tornassem mais conscientes da Fonte Divina - à qual Jesus chamava Pai, e que constitui um caminho em si mesmo de aperfeiçoamento e de felicidade.
Esta foi a lei, a nova força de que Jesus falava e que denuncia verdadeiramente o amor na sua plenitude, pois abrange uma forma incondicional de amar. Ele renovou forças e esperanças para a humanidade, onde se desenvolveu um poderoso estado de fé, baseado na sua presença. Essa fé representou e estabeleceu uma ligação espiritual, onde tantos homens e mulheres se transformaram em poderosos místicos, em muitas épocas, mas principalmente, na Idade Média e no Renascimento, como exemplos de sublimação. A fé levou muitos seres a unirem-se a Cristo, na sua força e no seu coração, despertando grande intensidade de amor. O amor que Jesus distribuiu e irradiou foi o grande contributo para esta civilização, no sentido de cada um se tornar um Cristo.
Votos de um Natal sereno no Amor crístico.

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