Quase todos podemos testemunhar, como pensamentos e sentimentos saudáveis são facilmente destruídos pela raiva e pelo ódio. Se nunca experienciou este tipo de sentimentos, parabéns para si, provavelmente terá vindo a este mundo com potencialidades para ter uma vida “iluminada” e servir de farol aos que estão ao seu redor. Mas preste atenção, uma coisa é nunca ter sido invadido por sentimentos de raiva, revolta ou não aceitação, o que significa que tem o coração pleno de compaixão por todos os seres e situações, outra coisa são os filmes que realizou sobre si próprio!...
Não há dúvida de que podemos e devemos “educar” o nosso cérebro; ele ajusta-se, molda-se e reorganiza-se se lhe dermos as coordenadas certas do que queremos melhorar. Temos o exemplo no aprender a andar de bicicleta que requer no princípio muita atenção consciente e depois de algum treino aperfeiçoam-se as capacidades sensórias – motoras que acaba por tornar-se uma actividade normal quase inconsciente, isto é, no sentido de não ser mais necessário focar no modo como se agarra o volante ou move os pedais; o cérebro sabe já exactamente quais os movimentos precisos para tal actividade.
Somos ensinados desde pequenos a cumprir um conjunto de regras, de acordo com convenções e conveniências familiares e sociais. Tendo maior ou menor facilidade de nos ajustar a esse “pacote”, lá nos vamos encolhendo, esticando, esfarelando aqui ou acolá, enfim, adaptando às situações. A “coisa” começa a complicar quando, por mais que ginastiquemos, não nos conseguimos enfiar no dito pacote. Somos então levados, muitas vezes, a fazer esforços superiores às nossas capacidades, perdendo a flexibilidade da infância e adquirindo rigidez na nossa postura. Algures, um pedaço de nós está a começar a partir.
A negligência para com a vida espiritual é a causa da depressão de muitas pessoas (milhares em Portugal) que não sabem o que as faz entristecer e ansiar por alguma coisa desconhecida. Infelizmente, nestes casos a maioria das pessoas refugia-se nos medicamentos como se tratasse de uma doença, onde então se justifica a falha na responsabilidade dos próprios males, que no entanto podem apenas resultar de “desvios” ao destino mais espiritual. Segundo estudos a depressão atinge especialmente indivíduos a partir dos 42 anos – é natural – já se passou metade da vida e nem sempre da forma que se esperava, onde se sofreram já muitas desilusões devido à falta de correspondência com as expectativas.
Analisando o significado da palavra rebelde num dicionário, ficamos a saber que rebelde provém do castelhano, é um adjetivo e se atribui à pessoa que se revolta ou que faz oposição, áquele que é insurgente, indomável e teimoso, podendo igualmente referir-se a um desertor. Na medicina, refere-se ao que é difícil de se curar.Rebeldes são também os que se opõem frontalmente à ordem estabelecida, organizando-se em movimentos sociais e políticos que fazem eclodir revoluções, ou que se revoltam de forma não planeada, dando origem a desacatos e motins. De um modo geral, a rebeldia origina uma espiral de excitação, barulho, confusão e culmina, frequentes vezes, em violência.