Uma coisa é entrarmos em estados meditativos, fechando os olhos deixando a mente vaguear ao acaso, sem saber onde a “pousar”, apenas sabe que se sente bem, se o faz com o propósito de encontrar a paz; outra coisa é o propósito consciente de levar a mente ao estado de acalmia, onde pode então, contemplar a paz. São actos bem diferentes. No primeiro exemplo, o meditador sujeita-se a todo o tipo de influências astrais; no segundo exemplo, o meditador usa a sua inteligência no sentido de dirigir conscientemente a sua mente na direcção correcta. No final da meditação, então vem a contemplação. Contudo, de permeio muito aconteceu no cérebro devido ao silêncio.
Quando se manifestam emoções negativas, frustrações ou recordações incómodas, quer desta vida, quer de vidas passadas e, que precisam de ser consciencializadas pelo processo de olhar para dentro para saber a razão de tal perturbação, o homem tem mais dificuldade que a mulher em resolvê-las interiormente. Olhar para as emoções parece-lhe uma fraqueza. Estas percepções que causam mal-estar pelas tensões mentais, são na maior parte das vezes mal interpretadas e mal assumidas, por não saber de onde vêm e o porquê. Como há dificuldade em lidar com elas, foge então, para actividades exteriores. Muitos refugiam-se nas interpretações mais racionais, outros dispersam-se em diversões ou na actividade sexual, ou ainda para bebidas estimulantes.
O Espírito santo na tradição ocidental cristã surge a partir do Antigo Testamento com a palavra "ruah", tanto no sentido de vento, respiração e sopro, ou ainda de pessoa ou sujeito de experiências vitais, mas sobretudo como poder de Deus ou presença divina no mundo, uma força impessoal, desde o espírito que pairava sobre as águas no Génesis, ao sopro de Deus que é insuflado em Adão e Eva. Mais tarde temos o espírito de Deus agindo sobre certos indivíduos, que vão ser sobretudo os profetas, dotando-os ou enchendo-os de uma força que lhes intensifica a capacidade de visão e conselho ou orientação.
Hoje, o caminho espiritual está muito divulgado, mas também banalizado, como se fosse algo que se compra ou adquire com um curso ou workshop. A espiritualidade se tomada seriamente através de um percurso individual, conduz à Unidade, no qual o aspirante vem a tornar-se no próprio Caminho. Poderá em certa altura do percurso, dizer tal como Jesus: “Eu Sou a Verdade e a Vida”.O grande problema do momento em que tanta gente “acordou” para a espiritualidade é, que nem todos compreendem que ela tem de ser realizada interiormente, tanto pelo auto conhecimento, pela fé e pela devoção a Deus, como pela razão inteligente, usando a mente de forma consciente para o encontro do próprio Espírito ou Eu Superior.
O conceito de felicidade é muito relativo, já que depende muito do estado e grau de consciência de quem a vive, havendo também um valor adaptativo e funcional de cada um, para sentir de forma peculiar essa felicidade. Para uns, a felicidade depende dos bens materiais, para outros da saúde e, apenas uma minoria busca-a no seu interior. Raro é aquele que a encontra em Deus. Para o que está desperto para o caminho espiritual a felicidade consiste, em parte, na clareza mental e no desabrochar do seu coração. Mente lúcida e amor incondicional (amor divino) são a verdadeira felicidade e, esta vai-se ganhando com a consciência do aperfeiçoamento, tendo a devida atenção aos mais pequenos sinais, prevenindo, para que a vida seja feita de forma consciente e objectiva.