«Quando Nós dizemos: “Sede incomuns e não vos priveis do cálice da acção heróica”, Nós, deste modo, indicamos – não obscureçais vossa vida e não derrameis vosso cálice. Eu confirmo que muito vos foi enviado. Cada parcela compreendida e aplicada dará vida nova. Assim, observai a chuva de possibilidades e alegrai-vos com o arco-íris».
Morya
Em longos anos de prática de Meditação e observando os meus próprios mecanismos mentais fui tomando consciência das mudanças internas (abertura de coração e níveis de inteligência ou clareza mental) através do livre e natural progresso espiritual desta prática tão benéfica. Comparando o meu processo com o método de Patañjali, verifiquei o quanto este último é válido e eficaz para alcançar o mesmo objectivo: o da transcendência. A clareza e nobreza de propósitos apresentados por Patañjali nos Yoga Sūtras sobrepõem-se a outros sistemas pelo seu valor simples e natural de conduzir o praticante à meta ou objectivo proposto.
(Na sequência da crónica anterior “Em busca das origens”)
O físico inglês Stephen Hawking com o seu novo livro, O Grande Desígnio tem matéria que baste para dar sequência a uma discussão inútil, sem sentido, e sem nos levar a qualquer bom porto, que o mesmo é dizer a lugar nenhum. Diz de sua cátedra que a criação do Universo dispensa a necessidade de Deus*.
Digamos que, no mínimo, não é muito comum, ir a um museu e ver um Indiano sentado em cima de uma secretária, vestido de túnica laranja, descalço e sorrindo de orelha a orelha, a dar uma palestra a cerca de cem pessoas.
Foi o que aconteceu neste mês de Julho no Museu do Oriente.
O propósito de elevar o Ser aos estados mais transcendentes de si próprio, através da introversão e concentração está subjacente num Retiro de Meditação. O resultado será sempre benéfico, pois foi dado mais um passo no auto-conhecimento definindo melhor a atitude perante a vida daí em diante.