Fundação Maitreya
 
Ciclos da Natureza

de Maria Ferreira da Silva

em 26 Fev 2023

  O planeta Terra tem os seus ciclos, obrigando a mudanças, não só no ambiente climático, mas também na sua estrutura terrestre onde, por ex., a actividade vulcânica é um dos aspectos fundamentais. Através do fogo expelido pelos vulcões ocorrem purgas ou purificações da Terra, assim como os incêndios contribuem para mudanças e para novas espécies, tanto da flora como de animais e principalmente minerais. Os vulcões dão azo a novo ambiente, embora possa devastar quilómetros em seu redor queimando terra, contudo, têm a sua função ou factores ecológicos específicos.

Também são os provocadores da emergência de novos continentes ou ilhas, ou da sua submersão. Novas formas são construídas por meio do fogo através dos elementos materiais, tal os metais e minerais, aspectos importantes para a evolução do planeta e da vida humana. Através do fogo ficam muitos grupos de espécies vulneráveis à extinção mais ampla.

Quanto à vegetação também tem a sua transmutação pela destruição, onde mais tarde pode florescer outro tipo de flora mais adequada aos habitantes circundantes, embora esta transformação não seja levada em consideração pelos especialistas da ciência, que geralmente não admitem como necessários certos ciclos da natureza e, portanto, consideram devastação; mas na realidade, a construção do novo faz-se na destruição do velho. Há espécies de plantas que sofrem transformações para que de forma natural ao longo dos anos se produzam novas condições ambientais – ou não, pois essas espécies até aí existentes podem ter que passar pela extinção definitivamente. Trata-se de uma triagem da própria Natureza, gerando cadeias de eventos imprevisíveis.

Sempre houve mudanças de clima na Terra, mas hoje além dos ciclos naturais temos a contaminação ambiental pela poluição química provocada pela própria civilização na progressão industrial e tecnológica, que foram causando danos irreversíveis, tanto para a saúde humana como para o equilíbrio ecológico.

Portanto, por ciclos alterados a Terra vai reactivando e renovando o seu ambiente, sendo o fogo o elemento essencial para condicionar a evolução do planeta em todos os seus parâmetros, pois acalentam e produzem condições ambientais propícios aos seres vivos, quer sejam seres humanos, quer sejam animais terrestres ou marinhos, ou ainda vegetais e minerais, criando os seus próprios ecossistemas. Isto significa que os habitantes da superfície terrena estão fortemente vinculados com os fogos básicos, mas também com os do centro das entranhas da terra e que juntos, nutrem todos os reinos da Natureza, onde o homem tem um protagonismo preponderante na sua conservação, pois precisa pela sua parte de criar as condições ambientais e habitacionais para a preservação da sua própria espécie.

A pura realidade é que a Terra é um veículo móvel, embora nos pareça parado, uma nave viva deslocando-se na órbita do Sol dentro de um “rosário” de planetas contendo a Vida, onde na sua Natureza, tudo passa pela transformação, morte e nascimento. Portanto, muitas coisas acontecem neste deambular do planeta Terra que arrasta consigo a nossa Vida no seu Todo.

Até hoje, se teoriza se a Terra será o único planeta, que sustenta a Vida, pelo menos no nosso Sistema Solar. Constitui um “narcisismo cósmico” pensarmos que somos os únicos habitantes deste incomensurável Espaço. Todo este “intrincado” Sistema Planetário parece ter sido concebido afinal, como um vasto mecanismo e nos mínimos detalhes, onde cada astro tem a sua função e a devida distância de gravitação, circulando pela abóboda celeste, que nos brinda com miríades de estrelas ou pontos de luz iluminando a noite. Seria estranho que todo este complexo de “arte” no Firmamento fosse apenas para satisfazer este mundo dos humanos dentro deste globo terrestre. Provavelmente haverá mais “gente” por esse Espaço…
   


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