Fundação Maitreya
 
Responsabilidade individual

de Maria Ferreira da Silva

em 02 Abr 2023

  O Ocidente nomeadamente a Europa prima pela Democracia que ao longo de décadas deu de forma natural a capacidade de se desenvolver a responsabilidade na liberdade, como uma educação intrínseca e fundamental nos europeus. Permitiu que houvesse evolução mental e espiritual, exactamente pela liberdade que cada um teve de saber gerir, responsavelmente a sua individualidade. Nos países com sistemas repressivos, a individualidade está suprimida, amordaçada, bloqueada pelo medo. Este aspecto tão diferenciador é a base para a compreensão da evolução no Ocidente, e como a Europa se tornou território apetecível para o mundo restante, pois esse desenvolvimento individual primou pela criatividade em todos os sectores do saber humano, e que contribuiu para o progresso de todos os países que fazem parte do Continente Europeu.

Como aceitar agora, que países com sistemas absolutamente repressivos, tais a China e a Rússia ditem aos europeus como viver debaixo de ditaduras, onde a liberdade é nula, pelo poder de sistemas coercivos, demagogos, manipuláveis e falta de liberdade de expressão? Só isto torna ridícula a pretensão destes países, de cortarem a liberdade esquecendo que foi essa liberdade de movimentos, que tornou a Europa segura e evoluída humana e espiritualmente. Uma nova ordem mundial ditada pela China, país comunista e pela Rússia meia comunista, meia de direita, pouco definida, saudosista dos czares, é absolutamente inaceitável por cada cidadão europeu. Houve um avanço mental e espiritual, portanto, de consciência e inteligência no colectivo europeu, que tal pretensa apresenta-se como um autêntico disparate, fruto de grande ignorância.

Nestes países qualquer destes dirigentes são autênticos “instrumentos” nas mãos dos seus Partidos, pois na China é o Partido Comunista quem manda e o presidente é um seu mero representante, e na Rússia passa-se o mesmo.

Contudo é importante que se percebe, que a ordem mundial vai-se desenvolvendo naturalmente, e não a nascer necessariamente num dado momento, ditado por alguém ou por sistemas partidários de acordo com as conveniências dos seus dirigentes. Essa ordem natural das coisas vai-se desenhando conforme o avanço mental e espiritual da humanidade, portanto não se processa directamente pela vontade dos homens ou mulheres, ou seja, todos para ela contribuímos de forma natural pelas circunstâncias que a vida nos vai apresentando. Cada Estado ou Nação é que elabora, então leis em simultâneo com o desenvolvimento estrutural que se vai realizando socialmente.

Acontece é que na Europa se uniformizaram determinadas leis que provaram ser benéficas para todos, de acordo com cada País, e assim se foi estabelecendo certa ordem social e global.
Ao contrário do que alguns querem fazer crer, de que a Europa está decadente, isso é apenas aparente, pois a mudança de ambiente de algumas cidades, tal Paris ou Roma, deve-se em parte à entrada de outros povos, que trazem outras tradições culturais, religiosas e sociais e que benevolamente a Europa foi acolhendo, mas com alguma dificuldade de se adaptarem às estruturas europeias ou aos sistemas implantados. Como muitos desses imigrantes estão em situação financeira precária, acabam por viver temporariamente na rua, numa situação degradante, como tive ocasião de ver nas cidades já mencionadas, e agora também em Lisboa. De algum modo resiliente tentam sobreviver ao novo sistema de liberdade e de ordem social, pela força das circunstâncias, ao mesmo tempo, que ainda se apoiam nos seus modos de viver.

A Democracia permite o crescimento individual, a liberdade do talento, seja em que área for, o indivíduo pode expressar livremente a sua criatividade. Por isso a Europa cresceu na Ciência, na Tecnologia, na Medicina, na Arte, etc., pelo contributo de cada um, pelo bem do Todo. A contribuição individual para a sociedade é que desenvolve um País para benefício do mundo. Se esta liberdade é cortada não há evolução humana e muito menos espiritual. É absolutamente descabido e ultrapassado falar em nova ordem mundial, ditada por alguém ou sistema ideológico.
   


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