Fundação Maitreya
 
Entrevista - Lubélia Travassos

de Lubélia Travassos

em 27 Mar 2024

  O Velho Testamento da Bíblia, foi escrito, elaborado e traduzido, após passarem muitas gerações, até que ficasse arquivado nas páginas da Bíblia, tendo sofrido muitas alterações e algumas interpretações erradas ou deturpadas. O seu início, a génese, relata-nos os primórdios da história, de uma maneira simbólica, pouco explícita, e por vezes absurda, que aceitamos como sendo a única verdade, por não conhecermos outra mais convincente. Quanto ao Novo Testamento, tal como nós o conhecemos, foi escrito por Quatro Evangelistas, que dizem todos a mesma coisa, cada um à sua maneira. Contudo, não falam na mensagem mais importante e original dos ensinamentos verdadeiros de Jesus, que foram omissos e destruídos, quando da estruturação da Igreja Católica, no Concílio de Niceia, no ano 325, pela convocação dos Clérigos Romanos e presidido pelo Imperador Constantino. A mensagem dos ensinamentos de Jesus, difundida pelos seus seguidores não agradava a Constantino, que temia o Verdadeiro Evangelho Humanista de Jesus Cristo, por revelar a verdadeira natureza compassiva de Jesus por todas as criaturas, e conter mensagens muito importantes para se ser um bom Cristão. Constantino gostava demais dos prazeres dos banquetes e da luxúria, e não queria que o povo o condenasse e seguisse a mensagem Essénia contrária aos seus interesses.

Sobre o Livro:
EVANGELHO HUMANISTA DE JESUS CRISTO PARA A SALVAÇÃO DO MUNDO

1 – Qual foi o motivo da publicação e a mensagem mais profunda desta obra?

Para falar no motivo da publicação do livro “Evangelho Humanista de Jesus Cristo para a Salvação do Mundo”, e na sua mensagem mais profunda, terei de começar a dar uma breve explicação muito anterior à sua escrita e publicação.

Não nos podemos surpreender que tais ensinamentos tenham sido banidos, porque além da observância das diversas Leis Sagradas de lealdade ao verdadeiro Reino de Deus e aos Documentos Sagrados, ainda promulgava a não permissão da ingestão de carnes dos animais ou beber o seu sangue, assim como as bebidas fortes. O meu interesse pela Bíblia, Velho e Novo Testamentos já vem desde criança, porque gostava de ler a sua história, mas não concordava com os textos aceites, que tinha de seguir, com descrições que achava absurdas sobre a origem do mundo, do primeiro homem e mulher, pela muita violência, e sempre busquei a verdade e a justiça que a religião merecia. No que respeita ao Novo Testamento, sempre tive curiosidade em saber sobre os anos que Jesus tinha desaparecido, onde tinha estado, a cujas perguntas ninguém me sabia responder, em especial o padre da Igreja que costumava frequentar. Costumava fazer-lhe muitas perguntas, sobre várias passagens da Bíblia, e nunca obtive resposta para elas. Esta questão manteve-se sempre na minha vida, sem desistir, pois eu tinha a esperança de saber a verdade quando fosse adulta.

Já adulta, depois de ter tido conhecimento, na ST da Nova Zelândia, de um pequeno livro que falava nos Manuscritos do Mar Morto, o meu interesse começou a aumentar pela verdade tão desejada, pois já respondia um pouco à minha curiosidade sobre o Novo Testamento, e quando tive oportunidade fui a Israel, em 1995, onde estive quase um mês para investigar sobre os mesmos, tanto in loco, como no Museu de Israel onde estão depositados. Quando voltei para os Açores, comecei a escrever o livro sobre os “Manuscritos do Mar Morto”, e sobre as descobertas arqueológicas que foram muito significativas, assim como a mensagem dos Essénios, da sua comunidade espiritual e sobre a mensagem tão importante de Jesus, que nos foi escondida durante quase dois mil anos. Esses Manuscritos contêm textos que faltam na Bíblia, e que parece sempre fizeram parte dela. Publiquei o livro às minhas custas, em 1997, sendo que já me respondia a algo do que queria saber sobre Jesus, mas não era tudo.

No ano 2000 tive conhecimento dos Manuscritos, descobertos num Mosteiro do Tibete, nos fins do século XIX, em 1880, onde foram escondidos pelos seus autores, os Essénios, para fugir às perseguições, e à destruição da Biblioteca de Alexandria. Os Essénios, conforme o local para onde fugiam, adoptaram vários nomes, e também foram incluídos entre os budistas. Esses manuscritos, são constituídos pelo grande livro do “Evangelho dos Doze Consagrados, ou Santos, ou Evangelho do Homem Perfeito”, da autoria dos Essénios, e respondiam completamente ao que eu sempre procurei, embora não pensasse em publicá-los.

Porém, naquele ano de 2000 e seguintes, foi-me sugerido escrever este livro, uma vez que eu já tinha escrito sobre os Manuscritos do Mar Morto, e seria a pessoa mais habilitada para escrever sobre estes novos manuscritos descobertos num Mosteiro do Tibete, da autoria dos Essénios, que descrevem todos os textos mais importantes dos ensinamentos de Jesus que foram omissos no Novo Testamento. No entanto, após verificar o seu conteúdo e na grande responsabilidade da sua investigação para escrevê-lo, fiquei aterrorizada e achei-me incapaz de empreender uma tarefa tão difícil e vasta, na altura, que obrigaria a muita paciência e tempo. Talvez não fosse, também, o tempo ideal para expor um assunto tão delicado, que põe em destaque toda a estrutura da Igreja Católica, por isso fui sempre adiando a escrita. Além dos Manuscritos traduzidos para o Inglês, adquiri vários livros da Editora Teosófica de Inglaterra, e já tinha alguns comprados, na Livraria de Harvard, nos Estados Unidos da América. Embora não escrevesse o livro na altura, fui sempre estudando ao longo de 20 anos o seu conteúdo, e sublinhando as partes mais importantes, para escrever quando ou se chegasse o tempo ideal para o fazer. Como nada é por acaso, aquela não seria a altura ideal para o escrever, pois, estávamos ainda no princípio do III Milénio, o do esclarecimento, onde a verdade escondida por muitos séculos, teria de ser desvendada, elucidada, e era preciso acabar com o conformismo e falta de curiosidade sobre a verdade, que acho condenável.

No entanto, depois de se passar 20 anos ainda não me sentia capaz, nem tinha coragem para o escrever, mas, atendendo ao caos mundial em que começamos a viver, e também ao sofrimento da humanidade, pensei que talvez houvesse maior abertura e compreensão sobre o tema, que constitui ao mesmo tempo uma ameaça à situação actual e perturbadora da Igreja Católica. Por isso, fui empurrada a ter de começar a sua escrita, de maneira subtil e espiritual, uma vez que não tinha sossego para dormir nem descansar, sempre com uma força espiritual que me forçava e induzia a tomar uma atitude. Tive de ceder a essa força e comecei a esquematizar a sua escrita, descrevendo também sobre os outros manuscritos descobertos, no fim do século XX, da autoria dos Essénios, que são todos corroborantes e transmitem a mesma mensagem de Amor. Este Evangelho Humanista completa todos os outros, ao ser o original do verdadeiro Novo Testamento, e a verdadeira história do Cristianismo, e transmite-nos tudo o que falta na Bíblia.

O Evangelho dos Doze Consagrados ou do Homem Perfeito é constituído por vários Evangelhos, entre eles, dois muito importantes, cuja mensagem é sobre o Amor e Compaixão por todos os Seres. São eles o “Evangelho Humanista de Jesus Cristo para a Salvação do Mundo”, e o “Evangelho da Paz”, sobre as curas naturais de Jesus e a saúde do Homem. Há uma cópia deste último na Biblioteca Secreta do Vaticano. Escolhi primeiro escrever sobre o “Evangelho Humanista de Jesus Cristo para a Salvação do Mundo”, pela sua mensagem mais profunda de Amor e Compaixão por todos os Seres, incluindo os animais, e é o original do verdadeiro Novo Testamento. Além disso, este Evangelho relata-nos a vida de Jesus, desde o seu nascimento até à morte, sobre os lugares onde esteve e ensinou, nos anos desaparecidos, e os seus verdadeiros ensinamentos mais importantes, que foram arrancados do Novo Testamento.
Todos os verdadeiros Evangelhos dos manuscritos até agora descobertos foram escritos pelos Essénios, em Aramaico, a língua falada na altura de Jesus, embora alguns tenham sido traduzidos para a língua Copta do Egipto, tais como os de Nag Hammadi. Também existem algumas cópias dos Apócrifos em Grego, mas não são fidedignas. Por conseguinte, devo salientar que o Novo Testamento foi escrito por 12 Essénios, os Filhos da Luz e não pelos quatro Evangelistas que constam no Novo Testamento aceite, cujos nomes foram forjados pelo Imperador Constantino. Estes quatro Evangelistas foram autores, assim como outros, dos Evangelhos Apócrifos. Portanto, todos esses Manuscritos revelam a verdadeira História do Cristianismo, e o Evangelho dos Doze Consagrados, não só fala no Velho Testamento, como principalmente no Novo, e no que falta neles. O Evangelho Humanista é o Original do Verdadeiro Novo Testamento, assim como dos verdadeiros Ensinamentos de Jesus, da autoria dos Essénios. Os Essénios foram os Apóstolos mais amados e queridos de Jesus, os “Filhos da Luz”, como ele os chamava, e se não fossem eles a fugirem e levarem consigo os livros sagrados, que não só contêm todos os textos do Novo Testamento, como também os mais importantes que faltam nele, que foram retirados da Bíblia, os mesmos seriam destruídos, e se perderia a mensagem tão importante, do Amor e Compaixão por todos os Seres, que conduzem à saúde mental e física da humanidade.

2 – Qual o verdadeiro Cristianismo ou Cristianismo Esotérico?

O verdadeiro Cristianismo é Esotérico, é o Cristianismo Humanista, que se refere aos verdadeiros Ensinamentos de Jesus, da autoria dos Essénios, a mais importante das três seitas do Judaísmo, os grandes espiritualistas do seu tempo, que adoptaram uma forma de vida asceta, vivendo em comunidades. Foram os verdadeiros religiosos que agiam na retaguarda, afastados da sociedade judaica, e actuaram não só numa época anterior a Jesus, mas também na altura de Jesus, e continuaram a propagar a sua fé muito depois de Jesus, disfarçados de várias entidades, sendo, então, mais conhecidos por cristãos, por terem sido absorvidos pela Igreja Antiga. Devido, sobretudo, às inúmeras perseguições de que foram alvo, tiveram de adoptar diversos nomes, mas o seu carácter não mudou, nem os seus dogmas, nem as crenças espirituais, visto terem mantido sempre a visão oculta e a sua dedicação ao serviço do Senhor da Luz. Os Essénios foram os verdadeiros religiosos da nova Fé, e principais zeladores dos Ensinamentos Secretos antigos. Formaram uma sociedade estritamente esotérica e foram os precursores de Cristo, assim como os mensageiros iluminados de um Novo Evangelho. Foram espíritos iluminados, que conservaram sempre a sua Fé na Sabedoria Oculta, pois o plano redentor não poderia ser frustrado pelo fracasso dos homens. Prepararam-se com disciplinas espirituais, para abrirem o caminho certo Àquele que viria. Para melhor se conservarem puros do mundo, afastaram-se das cidades e foram viver para o deserto, onde formaram uma comunidade fechada, dedicada apenas ao desenvolvimento da vida espiritual. Autodenominaram-se a Nova Israel, e também se consideraram o povo do Novo Testamento, que deu lugar às Novas Revelações e foram os autores da transição das Velhas Revelações do Velho para o Novo Testamento.

A descoberta do “Evangelho dos Doze Consagrados” e do “Evangelho da Paz dos Essénios e do Homem Perfeito”, em 1880, e que só tivemos conhecimento no fim do século XX, é de grande valor, pois podem nos ajudar a compreender, fugindo à censura feita na época, o significado Espiritual do Cristianismo universal, importante para descodificar a simbologia das outras religiões. Sendo, na aparência, uma religião antagónica, por exemplo, das religiões orientais, ao apresentar-se como única e diferente, mostra-nos, contudo, “chaves” importantes para entrar na área do conhecimento reservado, que é o Esoterismo de todas as Religiões, isto é, aquilo que não pode ser dado a conhecer ao povo. Não obstante, a Religião Cristã não é inédita, visto ser constituída por uma fusão de três grandes Religiões antigas, isto é, o Hinduísmo, o Mazdeísmo e o Budismo, porque as mesmas ensinam e praticam o Amor e a Compaixão por todos os Seres, que influenciaram Jesus nos seus verdadeiros ensinamentos, uma vez que Jesus aprendeu e ensinou quando viveu no meio delas. Estes Evangelhos completam o conhecido Novo Testamento e narram aspectos da vida de Jesus desde os 12 aos 30 anos, que estão omissos na versão dos textos aceites da Igreja Católica. Além disso, relatam a compaixão de Jesus Cristo por todas as criaturas de Deus, sem qualquer excepção, e dão a conhecer que Jesus era Vegetariano, assim como os Essénios. Este Evangelho Original da Compaixão e do Amor, de Jesus, ou seja, o Verdadeiro Novo Testamento, ajudam a compreender a perseguição religiosa que matou tantos seres humanos, incluindo os corajosos da Península Ibérica.

Através dos manuscritos até agora descobertos, tomamos conhecimento da relação entre Jesus e os Essénios. Jesus foi um discípulo e adepto da Escola Superior das Essénios, e partilhou os seus poderes com os membros daquela Fraternidade, tanto no deserto da Judeia, como no Monte Carmelo. Ele foi um Iniciado, não só dos Essénios Pitagóricos, como dos Mágicos da Caldeia, e também dos Sacerdotes Egípcios, por isso ensinou uma Doutrina Divina, e também foi um Mestre de Cura, um “Nazar”. Segundo os antigos manuscritos, todas as tradições mostram que Jesus foi educado no Egipto e passou a sua infância e juventude com a Irmandade Essénia e outras comunidades místicas. Um dos exemplos do Cristianismo Esotérico, está num dos textos do livro Evangelho Humanista, como segue:

«Qualidades Humanas de Amor e Compaixão

Tem de ser dada à Humanidade a visão da consciência e da rebelião, e só então é que o homem se poderá tornar realmente Humanista. O homem é apenas humano por causa do nome, mas ele não é ainda humano, porque aquelas qualidades humanistas, que fizeram um homem humano, estão a faltar e são negligenciadas durante a sua vida. Elas não estão lá, a Compaixão para cuidar dos Animais e dos Humanos, por TODA a VIDA, não está lá, o Amor não está lá, a Meditação não está lá, a Oração não está lá, a Gratidão não está lá, a Celebração não está lá. Em resumo, Deus não está lá.

Qualquer Religião que não possua ou ensine as qualidades Divinas do AMOR HUMANO e a COMPAIXÃO por todas as CRIATURAS, ANIMAIS E HUMANOS, é uma RELIGIÃO FALSA!
Só a Compaixão é terapêutica, por isso, todas as doenças no homem são originadas pela falta de Amor e Compaixão. Tudo o que está errado no Homem está algures associado à falta de Amor e Compaixão. Ele não tem sido capaz de amar, ou não tem sido capaz de receber o Amor. Ele não tem sido capaz de partilhar o seu Ser. É a infelicidade que gera todas as espécies de complexos e doenças no seu interior. Essas feridas interiores podem aparecer de muitas maneiras, elas podem se transformar em doenças físicas, ou em doenças mentais, não obstante um homem profundamente abandonado sofre pela falta de Amor e Compaixão. Tal como o alimento é preciso para o corpo, o Amor e a Compaixão são precisos para a Alma. O corpo não pode sobreviver sem alimento e a Alma não pode sobreviver sem Amor e Compaixão. De facto, sem Amor e Compaixão, a Alma nunca nasce e não tem qualquer hipótese de sobrevivência.

O Amor Humanista é um requisito para se ser Cristão
Então, ao anoitecer, depois de acabar a Santa Ceia, Jesus permaneceu com os Doze apóstolos e continuou a ensiná-los, a Humildade e o Amor. E, Jesus disse-lhes: “Dou-vos, nesta noite, um velho Mandamento, mas, embora seja velho, será também novo para todos aqueles que provarem ser os meus verdadeiros Discípulos. Que é para se lembrarem, nos vossos corações, de se Amarem uns aos outros e a todas as criaturas de Deus”. “Porque vos digo: o Amor humanista é a realização da Lei Sagrada na Terra, em que o Amor é de Deus, e Deus é todo Amor. Portanto, todo aquele que não amar o seu próximo ou as criaturas de Deus, não conhecerá os Mistérios ocultos de Deus, por que Deus revela o Seu Repouso àqueles que o amem, e às Suas criaturas. Saibam agora, que estais limpos através da palavra que eu vos dei. Mas, saibam também que, por estas palavras, deverão TODOS os Homens saber, que vós sois meus Discípulos – mas, só se tiverdes Amor uns pelos outros, e demonstrardes Amor e Misericórdia por todas as Criaturas de Deus, se for, na verdade, e em especial, por aquelas que estão fracas e oprimidas e sofrem injustiças”.

Pelo que vos digo, que Toda a Terra está sobrecarregada de lugares trevosos e de actos de Crueldade, de Grande Dor e Amargura, devido ao Egoísmo e à ignorância do Homem”.
“Amai, portanto, aqueles que precisam da vossa Misericórdia e Cuidados, e Deus, Que vê tudo, Amar-vos-á da mesma maneira. Pois, o Deus Pai-Mãe atrai para perto de si aqueles que Amam as Suas criaturas e toma conta delas, mas Deus afasta-Se daqueles que não Cuidam nem Amam, dos Homens que se preocupam apenas com as suas próprias necessidades e não com o seu próximo ou com as Criaturas Inocentes de Deus”. E, Jesus disse-lhes, outra vez: “Amem os vossos Inimigos, que, na sua ignorância, estão possuídos e vivem para o Ódio e para o Mal, mas não para a autêntica Alma, por que se abençoardes aqueles que vos amaldiçoam, e lhes transmitirdes Luz para afastar as Trevas, que os envolvem, o Espírito do Amor habitará nos vossos Corações, e abundará em Todos, e eles saberão que vós sois os meus verdadeiros Discípulos. E, mais uma vez, Eu vos digo: Amem-se uns aos outros e a todas as Criaturas de Deus, e perdoem-se uns aos outros, onde quer que tenham errado no Amor-perfeito, sempre a lutar pelo melhor, dentro do Espírito do Amor e Misericórdia”.
Jesus também declarava que a Verdade Divina só pode ser revelada no nosso interior, onde reside a verdadeira Luz, pois todo o conhecimento provém do interior, e a verdade nunca deveria ser encontrada no exterior, que é onde reside o encantamento e a escuridão

3) Quais são as grandes diferenças do Catolicismo

A partir do século IV, o Gnosticismo começou a ser aniquilado. Depois do Imperador Constantino ter estabelecido o Cristianismo como religião oficial de Estado, no fatídico Concílio de Niceia, no ano 325 da nossa Era, a espiritualidade Alexandrina começou a declinar. A sua religião não via com bons olhos as colecções de livros gnósticos, que consideravam heréticos, mandando-os queimar e destruir. E, toda a gnose teria desaparecido da face da Terra não fossem alguns dos nossos gnósticos disfarçados a fugirem, levando consigo, para esconder, em lugar seguro, os ditos livros proibidos, para que, hoje, tivéssemos a oportunidade de estudá-los e reverenciá-los. Os antigos padres romanos, por determinação do Imperador Constantino e outros chefes romanos deram ordem aos revisores antigos, que estavam autorizados a corrigir os textos das Escrituras, nas partes consideradas ortodoxas, para excluírem dos Evangelhos originais, os ensinamentos administrados por Jesus, cheios de sabedoria e compaixão, uma vez que não tinham intenção de os seguir. São exemplos os relativos à ingestão de carnes, assim como relatos da interferência de Nosso Senhor, em várias ocasiões, no que concerne à protecção dos animais devidos aos maus tratos. Esse ensinamento é fundamental nas Escrituras Orientais, e não pode haver uma Ciência Espiritual para o Oriente e outra para o Ocidente. E, desta forma, fomentaram uma das grandes fraudes da história da humanidade, que evoluiu na Terra, fazendo parte da Vida Una deste Planeta, em que iniciaram guerras quando deviam trazer a Paz.

De acordo com os anos misteriosos e desconhecidos de Jesus pergunta-se porque foram apagados do Novo Testamento, que fez com que os Padres da Igreja Católica Primitiva os eliminassem e que provocou a ira das massas, que depois o crucificaram? Atendendo a um comentário feito pelo Reverendo Ouseley, o autor das descobertas dos Manuscritos, num Mosteiro do Tibete, sobre esses textos, ele diz: “O Evangelho Humanista foi falsificado e alterado pelos antigos Padres da Igreja Católica, para permitir às massas uma dieta de carne, e intensificar a Igreja Católica Romana, e agradar ao mesmo tempo ao Imperador Constantino. O Verdadeiro Evangelho Humanista, pregado por Jesus Cristo era contra o sacrifício dos Animais Inocentes e depois comê-los. Jesus entrou nos Templos e libertou os Animais que estavam a ser sacrificados na Páscoa Judaica, e escorraçou os Cambistas. Para os Padres isso era considerado um crime que teria de ser punido pela Morte.
Lamentavelmente, esta mesma Dieta de Carne, que a Cristandade moderna aceitou, é responsável por muitos milhões de Animais, que são abatidos anualmente, assim como os milhares de vidas humanas, que estão a ser destruídas pelas Doenças do Coração, Cancro, pandemias e outras doenças e pragas, e que estão a sofrer. Por causa desta grande fraude, o Verdadeiro Novo Testamento, conhecido pelo Evangelho dos Doze Consagrados, foi suprimido pela Cristandade Moderna, desde a altura em que Jesus Cristo Humano andou na Terra. Os Antigos Padres da Igreja conseguiram empreender um trabalho eficiente na destruição de algumas fontes de informação e registos importantes, dos quais reuniram todos os que lhes interessavam e datas, que puseram depois na Bíblia, mas não conseguiram destruir tudo. Quando os Padres Romanos Pagãos descobriram que a religião de Roma estava a entrar num estado de decadência, e começava a perder o apoio das massas, enquanto os Cultos de Jesus e das Comunidades dos verdadeiros Essénios, apesar das severas perseguições, continuavam a espalhar-se, ameaçando os interesses empossados de Roma, decidiram reunir o Concílio de Niceia, no ano 325 A.D., com o propósito de estabelecer, não a grande Religião, mas uma religião que correspondesse às necessidades do Estado.

Então, decidiram assumir a popularidade desfrutada pelos seguidores de Jesus, o Essénio, apoderar-se das suas doutrinas principais, alterando-as para agradar a Constantino, e substituir o Evangelho Humanista de Jesus Cristo, bem conhecido e detestado pelo seu Imperador, por um Evangelho que fosse menos radical e mais aceitável por ele e por Roma. Assim, substituíram aquele Evangelho Humanista de Cristo pelo Novo Testamento, ou seja, os “Quatro Evangelhos” e na sua substituição, alteraram todos os Textos que se referiam à condenação da ingestão de carne, e das bebidas fortes, e os que falavam na Compaixão pelos Animais. Foi desta forma que a Religião Cristã foi estruturada e estabelecida no ano 325 A.D., da nossa Era, no Concílio de Niceia, pela convocação dos Clérigos Romanos Pagãos, e presidido pelo astuto Constantino, Imperador de Roma, que havia assassinado a sague frio, uma dezena dos seus familiares, incluindo a própria mulher, por estarem contra ele e a favor do Evangelho Humanista de Jesus. A história do Cristianismo não tem sido mais honrosa do que a das suas origens. O príncipe oficial dos Cristãos foi esse assassino.

A tarefa dos Clérigos Romanos foi a de destruir todos os registos antigos, incluindo os que respeitavam a Jesus e ao seu ministério Essénio Cristão. A Biblioteca de Alexandria e outras bibliotecas antigas foram queimadas e muitos Templos destruídos. O Mundo ficou em trevas, mas com o conhecimento da Ciência Espiritual moderna, nunca o mundo recebeu tanta luz, assim seja digno de a ver. Nunca houve uma perda cultural tão significativa como a perpetrada pelo bando bárbaro cristão, que pegou fogo aos livros e manuscritos da Biblioteca de Alexandria, com o objectivo de destruir todos os registos da Sabedoria Antiga de Cristo, para que o mundo permanecesse para sempre na ignorância quanto à sua existência e a nova religião parecesse original.

4 – O que podemos fazer para voltar ao Cristianismo original?

Desde o Concílio de Niceia, no ano 325 A.D., foram séculos e séculos de vida difícil dominada pelo medo. Foi desse medo que a Ciência nos libertou. O bem e a Verdade sempre sobrevivem, pois os Mestres, que velam pela nossa evolução, nunca iriam permitir que o mundo permanecesse na ignorância permanente. Neste mundo imperfeito e de conflitos tudo tem um momento exacto para vir à Luz, e tem a ver com o desenvolvimento evolutivo da própria mente humana; ninguém tem as ideias que quer, mas as que pode ter, em face ao seu desenvolvimento. No entanto, e por milagre, alguns livros foram levados em segredo para o Oriente, e preservados entre os Manuscritos dos Mosteiros Budistas, no Tibete, apesar de todos os esforços dos expedicionários das cruzadas, no interesse do Papado, em destruí-los. Felizmente, como estamos em época de liberdade, chegou a altura de tomar conhecimento daquilo que nos quiseram negar. Por obra divina, muita informação conseguiu escapar e, hoje, tem sido descoberta em diversos lugares. É lamentável reconhecer como o mundo foi ludibriado pelos antigos sacerdotes e viveu na ignorância todos estes séculos. Muitas calamidades poderiam ter sido evitadas se o mundo tivesse tido conhecimento de tais Manuscritos. Não há dúvida que haveria uma ideia muito mais próxima das grandes religiões e, em vez de se perseguirem umas às outras e de matarem infiéis, iriam, provavelmente estudá-las e reverenciá-las. Com certeza, a história teria sido diferente e a sociedade melhor, se os ensinamentos que Jesus Cristo nos legou, apontando-nos uma vida mais perfeita, tivessem sido seguidos na íntegra.

Por efeito da libertação pela Ciência, uma nova luz desceu, felizmente, na mente dos homens livres, mais despertos e ávidos da Verdade. A investigação científica treinou os homens a pensarem de modo objectivo, e as religiões são maculadas por excesso de subjectividades, que cegam para a Verdade. Talvez, por isso, os manuscritos, em Aramaico, com aspectos ignorados do ensino de Jesus Cristo, tenham estado tantos séculos escondidos e preservados, vindo agora à luz por ser a altura ideal, em que seriam melhor compreendidos pelo Homem Científico da Era actual. O aspecto fundamental da Nova Era sugere que é muito importante a unidade das Religiões, sendo que é contrário às necessidades de Paz no Mundo continuar a dividir as pessoas por crenças com doutrinas erróneas, que nem sequer foram ensinadas ou não são compreendidas, como deviam, por falta de olhos de ver e de ouvidos de ouvir.

Se as Igrejas desertificarem – o que já se nota actualmente- deixará de haver valores, e se estes valores não tiverem uma justificação científica, quem os defenderá? Continuar a dividir os homens, por mistificações emocionais, dará origem a uma proliferação de seitas, mas não revelará a Verdade, que traz a Paz ao Mundo. Isso não quer dizer que se esteja a condenar quem procura Jesus por outros caminhos, pois todos têm o direito de procurar o Mestre tal como o podem entender. Isso é uma advertência ao mundo de que não há caminhos nem vidas separadas – a vida é uma unidade e, por isso, todos temos de ser solidários com todas as formas de vida. Assim, após os tempos de ateísmo, dos gnósticos e dos antirreligiosos, vamos ser capazes de reunir todos os povos, não por uma religião, mas pela Religião de todas as religiões. Este objectivo já foi alcançado, basta querer estudar com Fé no Amor e na Ciência do Mestre e, que o Mestre não é o de uma religião, mas da grande Religião. Então, assim que formos capazes de ver esta Grande Ciência ensinada pelos Mestres de todos os tempos, descerá uma grande Luz no mundo, e todos serão felizes e sensíveis ao facto de partilharmos uma Vida Una, e tratarmos todos os Seres com a mesma Compaixão com que Jesus os tratou.

Mas, para que isso aconteça, temos de desenvolver a inteligência através da pureza, de forma consciente, uma vez que a evolução mental e espiritual da humanidade exige um tipo de realização diferente, não só da vida mística, mas também de uma pureza de vida, em todos os seus aspectos, incluindo termos alimentares, sexuais e mentais. Nesta Nova Era, em que já avançamos rumo à Unidade Cósmica, é importante que participemos com mais consciência na expansão planetária que se aproxima, através da experiência interior da transmutação de energias e atitudes pela prática da meditação. Assim, torna-se imperioso que nos preparemos interiormente, de forma a contribuirmos para a realização da aliança das religiões, ideais, culturas e conhecimento científico e espiritual, que conduz à união da humanidade, pois, afinal somos os novos Essénios do nosso tempo. Temos de criar um ambiente interior espiritual propício, para recebermos o novo Avatara, o Senhor Maitreya, que será aceite por todos os povos e raças, independentemente das suas crenças ou religiões, que é a grande Luz do Mundo!

Embora o Cristianismo tenha perpetrado constantes crueldades através dos séculos, em nome de Cristo, e enviado milhões para a morte, pela sua Igreja, por se terem recusado aceitar as suas falsidades, o Verdadeiro fundador do Cristianismo, o Bondoso Essénio e Príncipe da Paz que nos legou uma Religião de sabedoria, Amor e Compaixão, deve, agora, achar importante conduzir todos os homens para a evolução. Desta forma, a Igreja Católica poderá ser a pioneira deste movimento revolucionário! Bem dizia a tradição Portuguesa do V Império, o do Espírito Santo, nas Profecias de Bandarra, que o Padre António Vieira deu crédito: “Depois da idade das crenças, da mente subjectiva, viria a Idade da Ciência da Investigação Científica. Esta mudança da mente permite hoje olhar para os ensinamentos de Jesus, não por crença, mas como Ciência Perfeita, que é a Ciência da Idade do Espírito Santo”…
   


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Impresso em 21/6/2024 às 6:09

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