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O autopoder da cura
de Maria Henriqueta Camarotti em 23 Fev 2015 ![]() O poder do cérebro "Fiz uma pesquisa da neurociência para verificar como o cérebro pode ajudar uma pessoa que esteja em sofrimento, seja psicológico, de uma perda, de uma situação difícil, seja por causa de uma doença em si, seja em alguém próximo. O que a neurociência tem buscado entender é que nosso cérebro tem recursos, potencial para nos ajudar a superar os revezes da vida, as situações dolorosas, inclusive as doenças que se manifestam fisicamente. Qualquer um de nós pode estar submetido a um adoecimento e a ideia é discutir o que podemos fazer para ampliar o leque de opções nessa busca pela superação. A meditação, por exemplo, tem sido estudada por diversos centros de pesquisa norte-americanos, inclusive em universidades e faculdades de medicina. A observação é sempre muito coerente: a pessoa que medita alivia muito os problemas psicológicos e físicos. A explicação seria a de que, quando meditamos, acalmamos ondas que vão estar hiperactivas em determinadas regiões cerebrais e accionamos mecanismos naturais do cérebro que vêm à tona para que a pessoa possa superar a dificuldade enfrentada pelo organismo." O significado da doença "A psicossomática diz que a doença é uma linguagem, uma forma de comunicação. Ela está nos dizendo algo. Quando a gente responde ao que ela está nos comunicando, então, a força dela vai sendo amortecida, porque nós estamos desmanchando o padrão de linguagem. Às vezes, começa com pequenos sussurros, mas a pessoa continua a vida sem se transformar e chega o momento em que a doença berra, grita. E aí é quando a gente enfrenta uma doença que tem um risco de vida, que nos diz assim: ‘Faça alguma coisa!’." O poder de transformação "Na medicina, acontecem casos de a pessoa estar com diagnóstico de uma doença degenerativa, sem cura. O médico manda o paciente para casa e, depois de alguns meses, ele está praticamente recuperado. Quando a gente vai atrás, sempre encontramos a história de alguém que se propôs a se transformar internamente. Não é ao acaso. É o investimento. Ele busca forças dentro de si — claro que com a ajuda dos que estão ao seu lado —, para accionar tais mecanismos. Muitas vezes, eles estão ligados a questões religiosas, espirituais e, outras vezes, é uma busca de se transformar. A pergunta é: ‘O que eu posso fazer para ser uma pessoa melhor?’ Quando nós entramos nesse campo de buscar uma possibilidade de elevar nosso potencial de consciência, potencial criativo, de solidariedade com as pessoas, com o planeta, a gente entra em uma fase de vibração em que se acciona o organismo nas coisas mais subtis que ele tem." O potencial de cura "Se um modelo de vida está gerando doença, não adianta só tratar os sintomas. Eu tenho que ir lá atrás e transformar esse modelo e refazê-lo. Por isso, quando falamos em "cura espontânea", não é uma coisa isenta, que venha do nada. É uma cura processada pelo organismo, motivada por uma busca interior, que tem a ver com o fato de se reposicionar diante da vida. Uma mudança de visão, de comportamento. Escuto isso de muitas pessoas, que, depois que começam a melhorar de uma depressão, de um quadro psiquiátrico, por exemplo, dizem assim: ‘Você não imagina como sou uma pessoa melhor!’ Para elas, a doença é vista quase como um presente." Mecanismos psicocerebrais "São mecanismos naturais do cérebro, de inter-relação dos sistemas neuro, endócrino e imunológico. Esses três são sistemas de sustentação do corpo, de defesa, de capacidade de fagocitar e eliminar agentes agressivos e limpar o campo para que o organismo reaja e volte a funcionar normalmente. Seria a chamada psicoimunologia. Você acciona — por meio da sua mente, da vontade, da disposição, da busca, do que você deseja profundamente — o sistema imunológico para defender seu organismo contra as interferências externas." Consciência curativa "Nosso trabalho de consciência autocurativa está baseado na capacidade psicocerebral e psicoemocional de entender que os seres humanos são capazes de refazer o próprio caminho. É a possibilidade de você expandir a capacidade se integrar em um universo maior. Trabalhamos a consciência como algo de expandir o potencial humano, de ir além da caixa craniana. Claro que não vou dizer que não existam milagres, assim como a medicina oficial não garante que exista um tratamento que vá curar a pessoa. Mas existe uma faixa entre o ‘sempre’ e o ‘nunca’ que é uma faixa de possibilidades. Então, ao associar um tratamento oficial a uma busca interior e a possibilidade de outras técnicas como acupunctura, homeopatia, trabalhos psicocorporais, meditação, você está accionando outros níveis de energia do seu corpo, que não só o nível biológico básico. É bom enfatizar que é um conjunto, que vamos atacar, vamos interferir em vários níveis de possibilidades. Há necessidade que um tratamento convencional? Sim, mas vamos associando simultaneamente ao sistema imunológico da pessoa, mecanismos psicoemocionais, mecanismos psicocerebrais que o cérebro tem para enfrentar naturalmente seus estresses, dificuldades e doenças. É a chamada medicina integrativa." ![]() |
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