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Dhammapada 16 - O Elefante
de Acharya Buddharakkhita em 22 Jun 2017 320. Tal como um elefante no campo de batalha resiste ao tiro de flechas disparadas de arcos em volta, assim também devo eu suportar o abuso. Há muitas pessoas a quem de facto, falta a virtude. 321. Um elefante treinado é conduzido à multidão, e o rei monta um elefante treinado. O melhor dos homens é aquele que se dominou e que suporta o abuso pacificamente. 322. Excelentes são as mulas bem treinadas, os cavalos puro- sangue Sindhu e os elefantes adultos fortes. Mas melhor ainda é o homem que se disciplina a si próprio. 323. No entanto, não é usando as montadas que alguém chega à Terra Inexplorada (Nibbāna), mas com auto-domínio, com a mente bem disciplinada. 324. Com o cio o elefante adulto chamado dhanapālaka é incontrolável. Mantido em cativeiro, o elefante não toca num pedaço de comida, mas unicamente se lembra com saudade da floresta. 325. Quando um homem é preguiçoso e glutão, dormindo e rolando na cama como um porco doméstico, esse preguiçoso está sujeito ao constante renascer. 118 326. Anteriormente esta mente vagueou como quis, aonde bem desejava e de acordo com o seu prazer, mas agora está aperfeiçoada naturalmente com sabedoria, tal como o tratador de elefante o controla com seu aguilhão na altura do cio. 327. Delicia-te na diligência! Guarda bem os teus pensamentos! Sai para fora deste lodaçal do mal, tal como um elefante sai da lama. 328. Se, como companhia encontras um amigo sábio e prudente, levando uma vida boa, deves, superando todos os obstáculos, manter essa companhia com alegria e consciência. 329. Se como companhia não encontras um amigo sábio e prudente que leva uma vida boa, então, como um rei que deixa para trás um reino conquistado, ou como um elefante solitário na floresta, segue o teu caminho sozinho. 330. Melhor é viver sozinho; não há camaradagem com um tolo. Vive sozinho e não faças mal algum; sê despreocupado como um elefante na floresta. 331. Bons são aqueles amigos, quando precisamos de ajuda; bom é estar contente com o que se tem; bom é ter mérito quando a vida chega ao fim, e bom é abandonar todo o sofrimento (pelo caminho do Arahant). 332. Neste mundo, bom é servir a mãe, bom é servir ao pai, bom é servir os monges, e bom é servir os homens santos. 333. Bom é ter virtude até ao final da vida, bom é ter fé que se mantém firme, bom é a aquisição de sabedoria, e bom é evitar o mal. Tradução de Ajahn Dhammiko |
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